Preço de barris de petróleo em alta após ação militar americana

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Instabilidade na região do Oriente Médio vai se refletir no preço dos barris de petróleo que já iniciou o dia em alta nos mercados internacionais
General iraniano morto em ação militar americana no Iraque era responsável pelo aumento da influencia xiita na região do Oriente Médio. Instabilidade vai se refletir no preço dos barris de petróleo

A ação militar americana que culminou na morte de Qassem Soleimani em um aeroporto de Bagdá, no Iraque nesta sexta-feira (3) teve reflexos nas bolsas internacionais e empurrou o preço de barris de petróleo Brent e WTI para o alto e a Ibovespa para baixo.

O barril do petróleo Brent, ou cru, está cotado a US$ 68,69 enquanto o WTI é negociado na bolsa por US$ 63,16, segundo a cotação em tempo consultada na investing.com até o fechamento dessa matéria.

A Ibovespa opera em leve queda de -0,28 até o fim dessa manhã.

Ataque de drone

O ataque de misseis por meio de um drone militar modelo MQ-9 Reaper, autorizado pessoalmente pelo presidente Donald Trump, atingiu um comboio de veículos que deixavam o aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque.

Um grupo de líderes paramilitares iraquianos xiitas e o general iraniano Qassim Suleimani estão entre os mortos no ataque.

A comunidade internacional se preocupa com nova escalada de violência na região.

General morto era ‘lenda viva’ no Irã

Qassem Soleimani era um general, comandante da força paramilitar iraniana Quds – Guarda Revolucionária Iraniana, e era apontado como o mentor intelectual da atual doutrina político-militar iraniana na região da Ásia e Oriente Médio.

Considerado terrorista pelos EUA e Israel desde 2011, Soleimani foi o arquiteto da nova influência xiita na região.

Ele é o idealizador da aliança do Irã com o Hezbollah, que resultou na retirada de tropas Israelenses do sul do Líbano em 2006.

Também foi conselheiro militar do presidente Sírio Bashar Al Assad, que conseguiu vencer o Estado Islâmico naquele país, além de garantir a retirada da maior parte de tropas americanas da região.

Operações internacionais de sabotagem

No entanto, o comandante também era apontado como o mentor de inúmeros ataques contra americanos no Iraque, e alvos da Arábia Saudita na região do oriente médio, por exemplo.

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Desde que seu nome ganhou tamanho status, Soleimani pouco era visto em público, seja no Irã ou em qualquer outro país.

Resposta iraniana é ‘inevitável’

De acordo com Sanam Vakil, vice-chefe e pesquisadora sênior do programa para Oriente Médio e Norte da África o instituto Chatham House de Londres a pergunta que se deve fazer não é ‘se’, mas ‘quando’ a resposta iraniana irá acontecer.

Isso é devido ao tamanho que Soleimani tinha para o país, considerado o número 2 em termos de poder e prestígio, atrás somente o aiatolá Ali Khamenei.

Em entrevista para a Deutsch Welle, ela informou que “Primeiro de tudo, a escalada no Iraque é a forma mais provável que eu acho que os iranianos vão responder. Outra possibilidade é aumentar a atividade de enriquecimento de urânio. Ao mesmo tempo, não podemos ignorar que o Irã pode começar a atacar navios no Golfo Pérsico e pode até atacar um país do Golfo Árabe com mísseis”.