Instituições bancárias digitais estão expostas a fraudes bancárias como uso de dados de terceiros. O uso do KYC é o grande desafio das startups contra ilegalidades (Foto:Leandro Tapajós/ME)

O ritmo acelerado de abertura de fintechs e bancos digitais pelo país também é acompanhado de preocupação dos empresários com a segurança contra fraudes nessas startups. O desafio das empresas é investir em processo KYC, por meio de tecnologias machine learning e inteligência artificial.

Segundo especialistas, a falta de uma legislação mais precisa para salvaguardar as startups é um gargalo na lei brasileira.

Enquanto isso não acontece, as empresas seguem normas de procedimentos da Business Software Alliance (BSA) e Anti-Money Laundering  (AML).

Como as fintechs irão aliar a segurança de um banco tradicional e continuar dispondo de uma experiência descomplicada e rápida para os usuário?

Comodidade ou segurança em fintechs?

O problema reside no anonimato de quem faz uso desses novos serviços digitais. Fraudes como o uso indevido de dados de terceiros para abrir contas e executar pagamentos ou depósitos indevidos são um perigo real e levado a sério nas fintechs.

Se por um lado o maior atrativo é oferecer ao cliente serviços rápidos e desburocratizados, elas têm nessa facilidade sua maior vulnerabilidade.

Afinal, tornar a experiência para o usuário mais rápida não significa necessariamente que também seja a mais segura.

Alguns bancos tradicionais são criticados pela impessoalidade no relacionamento com o cliente e pouca flexibilização ao oferecer certos benefícios e serviços.

No entanto, estão menos expostos a crimes como fraudes e lavagem de dinheiro porque põe em prática muitos protocolos de segurança e relacionamento.

KYC – Know Your Costumer

A sigla KYC referre a Know Your Costumer (Conheça Seu Cliente) já é um conceito antigo utilizado no sistema bancário que mede o risco de relacionamento com clientes, parceiros, consultores, distribuidores ou fornecedores.

Ele consiste em se prevenir contra fraudes ou esquemas ilícitos ao lidar com seus parceiros profissionais.

Além de medir os riscos, o processo KYC também filtra os pedidos de abertura de conta, monitora transações e realiza procedimentos de identificação.

As startups estão cruzando algumas tecnologias para melhorar o KYC e evitar mau uso de suas ferramentas.

KYC nas tecnologias Fintech

Um dos maiores riscos de fraude no uso de bancos digitais e fintechs é o de roubo de identidade.

Ou seja, ter seus dados roubados por meio de phishing. Alguém que, fazendo uso de seus documentos, abre uma conta em seu nome e utiliza dos serviços bancários.

A melhor maneira de combater isso é o uso de inteligência artificial na biometria facial. Aliado a isso está o uso de filtros de geolocalização, e perfil demográfico do usuário.

O machine learning cria procedimentos de análise dos dados levantados pelo AI e compara com as redes sociais dos usuários para verificar a veracidade de tudo.