Inteligência Artificial também ameaça mão de obra qualificada, diz pesquisa

Possuidores de diploma com cargos de analista, gerência e supervisão e com salário acima da média correm risco de ser substituídos por máquinas, por exemplo.

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Profissões da área do Direito, auxiliar de excritório, contabilista entre outros estão na mira da segunda onda de IA no mercado de trabalho
Pesquisa revela que Inteligência Artificial leva risco a mão de obra mais qualificada, não apenas as de 'chão de fábrica'

Se você é homem, possui curso superior, e ganha acima da média trabalhando em escritório, seu emprego também corre risco de se tornar obsoleto com o advento da Inteligência Artificial (IA), ao menos é o que sugere uma pesquisa divulgada recentemente.

Anteriormente, a automação robótica substituiu mão de obra pouco especializada do chão de fábrica. A próxima onda colocará empregos de escritório e de demanda intelectual mais alta em risco por conta da IA.

De acordo com informações levantadas pelo relatório da Brookings Institution em conjunto com a universidade de Stanford dos EUA, não deve demorar muito para os robôs também colocarem em risco empregos de todas as classes hierárquicas.

Pesquisa reveladora sobre IA

Primeiramente, a pesquisa utilizou palavras-chave reconhecíveis e relacionadas a inteligência artificial listadas no banco de dados governamental dos Estados Unidos.

Nesse meio tempo, o cruzamento buscou medir em quais diferentes graus de variação certos empregos estavam em risco com a aplicação de IA em suas funções.

Além disso, averiguou-se a possível substituição desses afazeres humanos por um software de IA.

Assim sendo a análise tabulou que 740 de 769 ocupações do mercado de trabalho que continham, ao menos, uma tarefa que poderia ser perfeitamente substituída fazendo uso de IA.

Resultado chocante

Não houve choque quanto profissões menos qualificadas. Essas serão gradualmente substituídas por robôs autônomos.

Todavia, a surpresa é que mão de obra qualificada também sofrerá com inserção de IA no mercado de trabalho.

Os possuidores de diploma com cargos de analista, gerência e supervisão e com salário acima da média correm risco de ser substituídos por máquinas, por exemplo.

“Ao contrário da robótica – associada ao chão de fábrica, e dos computadores -associados às atividades rotineiras do escritório, a IA tem uma inclinação distinta ao trabalho administrativo”, disseram os pesquisadores no relatório.

Maior a qualificação maior o risco

Os trabalhadores que possuem bacharel estão cinco vezes mais expostos ao que a IA pode desempenhar, do que trabalhadores com apenas o ensino médio completo.

Entretanto, os trabalhadores com curso técnico têm quatro vezes mais chance de perder seu emprego para um análogo robô autônomo com IA, do que um trabalhador com apenas o ensino fundamental.

O lar das inovações tecnológicas, oa EUA serão os primeiros a sentir as mudanças “Enquanto ondas anteriores de automação levaram à mudança brusca da mão de obra mais barata, a IA parece ter impactos diferentes, com seus próprios ganhos e desafios.

Os americanos de trabalho administrativo e mais bem pagos como radiologistas, profissionais do direito, optometristas e outros provávelmente não sairão ilesos do advento da IA no mercado de trabalho”, revelou o relatório.

Profissões a salvo da IA

Enquanto isso os homens com emprego de alta qualificação de diferentes ocupações estão em risco, o mesmo não se pode dizer de mulheres com empregos que envolvem relação interpessoal como educadoras, cuidadoras e assistentes sociais.

Além disso, empregos de menor retorno financeiro como cozinheiros e assistentes clínicos também estão ‘fora do radar’ das funções substituíveis da IA. Ao menos por enquanto.