Ifood, Uber Eats, Rappi – Aplicativo de entregas é vilão ou parceiro de restaurantes?

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Saber fazer bons pratos não é garantia de sucesso de empreendimentos do ramo alimentício, atualmente. A tecnologia chegou e mudou a forma de pedir comida. Hoje, os aplicativos (ou App) de entrega ga nharam mercado e acirraram a concorrência entre lanchonetes, restaurantes, bares e pequenos empreendedores.

Entenda, neste cenário cheio de consumidores que querem comodidade e rapidez, além de ter bons produtos –  agora -, é preciso pensar bem sobre a precificação e a real margem de lucro que se tem ao usar os aplicativo de entrega, ou App de delivery. Há alguns outros fatores a se considerar.

Atenção antes de escolher App 

Primeiramente, entenda que os Apps de delivery cobram percentuais ou taxas aos restaurantes. Além disso, há promoções que podem impactar nos valores que são repassados para quem vende. 

Por um lado eles oferecem praticidade, mas por outro, abrem um leque enorme de concorrentes e cobram taxas ou percentuais pelo serviço de entrega de comida. 

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Outro aspecto relevante é o destaque, ou posicionamento, nos campos de pesquisa dos apps.Logo quantidade de clientes pode sofrer direta influência disso. 

Imagine que há milhares de clientes, mas centenas de concorrentes exibidos no mesmo aplicativo. O fato de estar presente no aplicativo de entregas não significa certeza de que o cliente vai escolher seu produto, por melhor que ele seja.

Também é fundamental avaliar bem qual a real margem de lucro que se terá a cada venda, estimando bem possíveis descontos, que podem chegar perto de 30% do valor do seu prato vendido. Além de controlar o fluxo de caixa a ficha técnica de cada item vendido deve estar em dias. Deste modo, os preços do serviço no salão e pelo App podem ser (bem) diferentes.

Além disso, gastos adicionais – que parecem pequenos, mas podem pesar no fechamento do caixa – como embalagens e etiquetas – precisam ser calculados.

Em resumo, planejamento é necessário para quem deseja vender por App. Assim como lembrar que estar em uma plataforma digital, apenas, não é garantia de vendas.

Por todos esses fatores, há até restaurante que fechou as portas e atribui isso ao uso de aplicativos. 

Marketing além do aplicativo de delivery

As empresas de aplicativo já investem em marketing e propaganda. Isso gera impacto nas vendas das empresas cadastradas, mas é possível fazer além.  

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Uma dica dada pela Youtuber Maísa Lopes é fisgar o cliente que chegou até você por meio do aplicativo.  Ou seja, fazer com que ele passe a comprar diretamente de você, após a primeira vez. 

Entretanto, isso parece difícil para quem tem um restaurante ou faz a venda de comida? 

Note que ações simples de marketing podem mostrar o contrário. Por exemplo, é possível oferecer cupons de descontos para clientes e até mesmo porteiros de condomínios onde são feitas entregas, solicitar um retorno via WhatsApp com a opinião do cliente – que a partir daí poderá lhe pedir diretamente o que deseja, ou receber mensagens diretas -, entre outros. 

Opções de Apps de delivery 

Sem dúvidas, o Ifood é a plataforma mais conhecida. Ele está presente em muitas cidades e grandes centros do Brasil. Entretanto, há alguns outros aplicativos disponíveis no mercado, que possibilitam ao cliente pedir comidas pelo celular. 

Entre os principais estão: 

  • Uber Eats
  • Rappi
  • Loggi
  • Bee Delivery
  • Apptite

Planejamento e estratégia 

Em resumo, pode-se perceber que a tecnologia faz parte da rotina de quem decide empreender na área de alimentos e bebidas. Afinal, todos possuem acesso a celulares, tablets, smarphones e computadores. Mais que isso, é grande o número de consumidores que querem comodidade de receber o que consomem sem sair de casa ou trabalho.

Por isso, é preciso planejar e avaliar bem os prós e contras do uso da tecnologia dos Apps de delivery no seu negócio, bem como qual a realidade do mercado local onde atua. Uma receita que pode ajudar é não montar algo que dependa exclusivamente das vendas pela web.