Fabricante Taurus Armas em alta após acordo com gigante siderúrgica

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Fabricante de armamento, a Taurus Armas irá se juntar a Jindal Group em uma joint Venture que será aberta na Índia
A Taurus Armas está em alta na bolsa de valores Bovespa

Apesar da baixa nas bolsas mundiais causada pelo coronavirus, a empresa brasileira Taurus Armas iniciou a manhã dessa segunda-feira (27) operando em alta. As ações da fabricante de armas têm seus ativos com ganhos de 9,62% a R$6,61 em operações na Bovespa.

A razão do ânimo tem a ver com a criação de uma joint venture com gigante da área siderúrgica que permitirá a fabricação e comercialização de armas de fogo da Taurus na Índia, após assinatura de acordo entre os dois governos.

Jindal Group

Segundo informações da própria Taurus, o acordo da joint venture surgiu após a assinatura do presidente Jair Bolsonaro, que está em viagem de missão comercial na índia. O acordo prevê a junção de esforços entre a empresa brasileira e a Jindal Group, do país asiático.

Maior fabricante de aço da índia, a Jindal figura entre as dez maiores siderurgias do mundo, com faturamento anual de cerca de US$24 bilhões e mais de 200 funcionários ao redor do globo.

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As duas companhias irão implantar uma nova fábrica de armas – ainda sem nome – na Índia voltado para as áreas de segurança doméstica, pública e militar. A princípio, a produção deve se concentrar na fabricação de pistolas, fuzis e revólveres.

O controle acionário da empresa ficará dividio entre 51% para a Jindal e 49% para a Taurus.

Novas exportações

De acordo com a companhia, a assinatura da sociedade, aconteceu durante a viagem de fins comerciais do governo Bolsonaro, o que ratifica a importância desta operação entre o Brasil e a Índia.

Tendo como missão tornar o Brasil menos dependente de exportações para a China, o acordo representa um bom passo para essa direção. Além disso, a fabricante brasileira também será beneficiada diretamente com um mercado de uma economia em expansão como a indiana. O país do leste asiático possui mais de 1 bilhão de habitantes e é o segundo mais populado do mundo.

Os dois países juntamente com Rússia, China e Africa do Sul, formam o bloco econômico em desenvolvimento chamado Brics.