Estresse podem indicar Síndrome de Burnout; o que a empresa deve fazer?

Longas jornadas de trabalho, pressão e alta competitividade são as principais causas para desenvolver a Síndrome de Burnout. Conheça mais sobre essa realidade que afeta milhões de trabalhadores

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O mercado atual, altamente competitivo, tem levado muitos profissionais à obsessão pelo desempenho na tentativa de se superar, destacar e atender demandas, ou metas. Porém, esse esforço pode ter o seu lado negativo em alguns casos. Há o risco dele ser o combustível para doenças ocupacionais como a Síndrome de Burnout. Nestes casos, quando ocorre estresse crônico ou ideia de desvalorização profissional, funcionários e empresas precisam saber o que fazer.  

Essa síndrome, que também é conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, tem atingido boa parte da população mundial. 

De acordo com dados do International Stress Management Association (Isma), dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros, 30% sofrem com o problema.

Mas você sabe o que é Síndrome de Burnout e as causas?

Este artigo vai tirar todas as dúvidas e ainda mostrar as alternativas de prevenir no ambiente de trabalho por meio da gestão de pessoas.

O que é Síndrome de Burnout?

É uma espécie de estresse crônico no local de trabalho. Ganhou o nome de Burnout porque, em inglês, vem da união de  duas palavras: burn e out, que significam, respectivamente, queimar e fora. Mas pode ser traduzida como “ser consumido pelo fogo”. Também se refere à pessoa que tem suas energias consumidas. 

Segundo a  Organização Mundial da Saúde (OMS), burnout é uma  “síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no  local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”. Não chega a ser classificada como doença pela OMS, mas sim como  uma condição de saúde, mas um fenômeno ocupacional.

Como prevenir Síndrome de Burnout em empresas?

A prevenção começa com o ambiente de trabalho, com a gestão de pessoas da empresa. 

Primeiro é preciso identificar, com a ajuda profissional, se o funcionário está realmente com a síndrome, ou os principais sintomas. 

Depois, a empresa precisa propor mudanças para melhorar o local de trabalho, com um  canal de comunicação interna, além do reconhecimento dos funcionários sobre o assunto.

Entre as medidas para melhorar o ambiente de trabalho, é necessário orientar os gestores, revisar o tempo de horas extras, checar os recursos e estrutura que é dada ao funcionário para desempenhar suas funções.

Em resumo, a presença de profissional da equipe com a síndrome pode ser indicativo de problema dentro da própria empresa. É preciso fazer uma análise interna e rever procedimentos e cultura organizacional.

Quais são as causas e sintomas?

Longas jornadas de trabalho, pressão e alta competitividade  são as principais causas para desenvolver a síndrome de burnout.

Geralmente atinge pessoas que passam por momentos de estresse constante como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros. Em algumas situações os casos também  estão ligados com uma percepção de desvalorização profissional.

Entre os sintomas mais comuns estão o esgotamento físico e   psíquico, com uma sensação de não está fazendo o suficiente;   perda de personalidade e indiferença, ao ponto de não se importar com o próprio desempenho; além de baixa satisfação   profissional. Mas pode apresentar falta de vontade de se cuidar, de fazer coisas que se gosta e um estado de preocupação constante.

Em alguns casos a pessoa sente dores de cabeça, palpitações,  sensação de estar sobrecarregado o tempo todo, além de sentir que não é recompensado no trabalho como devia.

Tratamento

O tratamento da Síndrome de Burnout é feito com ajuda  psicológica e psiquiátrica à base de psicoterapia. Mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou  ansiolíticos). Em algumas situações é necessário o afastamento temporário do trabalho e realizar mudanças nas condições de trabalho.

Além disso, o acompanhamento médico e a mudança nos hábitos  são situações importantes. A orientação para novas práticas cotidianas como exercícios físicos e de relaxamento é de  extrema importância.

O que são doenças ocupacionais?

Doenças ocupacionais são normalmente ligadas ao trabalho  executado pelo colaborador e às condições de trabalho que está submetido. Em outras palavras, é um termo para as  doenças profissionais e de trabalho, que são diferenciadas pela Lei 8.213/91 por conta do agente causador.

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A doença profissional surge de um trabalho específico em uma  determinada atividade. E no caso da doença de trabalho não é exclusiva de uma função, por exemplo, mas surge da atividade  desenvolvida e nas condições em que está inserido. De acordo com a Lei 8.213/91, as doenças ocupacionais são equivalente ao acidente de trabalho para fins previdenciários e fiscais.

Saúde ocupacional

Em qualquer empresa, de pequeno a grande porte, a saúde  ocupacional é fundamental. Ela é o setor que lida unicamente  com a saúde voltada para o trabalhador. O objetivo é justamente trabalhar na prevenção de doenças e demais  problemáticas que possam se originar no ambiente de trabalho. 

A qualidade de vida do trabalhador, com bem-estar físico e  emocional é o foco da saúde ocupacional. Com isso, tem o intuito de prevenir contra riscos e outros problemas ao  trabalhador. Proporciona ainda atividades voltada para a tranquilidade, relaxamento e bem-estar social. Alguns só lembram da saúde ocupacional no momento dos exames  admissionais e demissionais. Porém, o setor vai além, pois é obrigatório dentro de qualquer empresa.