Aulas em EAD e Telemedicina ganham força com pandemia

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Como forma de 'driblar' o isolamento social e se adaptar a nova realidade, aulas e EAD e a telemedicina ganham força em meio a crise causada pela pandemia do coronavirus
A telemedicina e as aulas em EAD ganham força

O Ministério da Educação (MEC) publicou, em extraordinário, portaria que regulamenta a substituição de aulas presenciais por aulas à distância pelas instituições de ensino superior enquanto durar a pandemia de coronavírus. Concomitante a isso, o uso da chamada telemedicina disparou como uma maneira dos pacientes mais vulneráveis contornarem o isolamento e conseguir consultas médicas.

Segundo a portaria, o recurso pode ser utilizado por 30 dias e pode ser prorrogado dependendo das orientações do Ministério da Saúde e de órgãos sanitários locais.

A legalização do atendimento médico à distância ocorreu na segunda quinzena de março de forma acelerada. O Ministério da Saúde publicou a Portaria n.º 467/2020, em 20 de março.  Na sequência, o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei 696/2020, que aguarda sanção da lei pelo presidente da república.

Momento único

“É uma situação delicada, exige muito de todos nós e modernizar os processos educacionais é fundamental neste momento. Não podemos deixar de ter a tecnologia como aliada no processo de aprendizagem, permitindo aos alunos manterem seus estudos mesmo com o distanciamento social, associado à uma pandemia”, avalia Cleber Calegari, diretor da Bedu.Tech, empresa especializada em serviços de Tecnologias Educacionais, Computação em Nuvem, Integração e Infraestrutura de TI.

O diretor da Bedu.Tech cita o GSuite for Education, plataforma do Google, que disponibiliza ferramentas de gestão de sala de aula integradas, podendo ser utilizado em qualquer tipo de dispositivo. Estas soluções funcionam e são gerenciadas em nuvem, possibilitando acesso de qualquer lugar, em qualquer momento, permitindo aos professores, por exemplo: preparar, revisar e distribuir conteúdo, transmitir aulas online, correção de atividades com envio de feedback para os alunos, sistema de chat e videoconferências, entre outros.

“Estamos vivendo um aquecimento no mercado das plataformas de EAD em função do Coronavírus.  A implementação deste tipo de tecnologia sempre foi aderente em várias áreas, mas em razão do momento de isolamento social para conter a propagação do vírus, a área de Educação foi uma das primeiras impactadas e a primeira a reagir em busca da viabilidade de implantação da tecnologia”, comenta Calegari.

 Telemedicina

A telemedicina é aliada ao distanciamento social e ao combate à pandemia, pois permite atendimento de pacientes com sintomas leves de Covid-19 e de outras doenças, evitando o uso desnecessário de hospitais. Além disso, com o prolongamento do isolamento, as pessoas precisam manter as rotinas de cuidados médicos, o que torna a telemedicina essencial neste momento.

Atendimento seguro

Tecnologias que possibilitam que o atendimento médico feito remotamente seja criptografado, além possibilitar o registro de um prontuário eletrônico e também a possibilidade de prescrição digital para facilitar a compra de medicamentos têm sido muito procuradas. Isso possibilita que todo processo, do agendamento até a compra do medicamento, seja feito pela internet.

Esse é o caso da ferramenta da iClinic, startup especializada em desenvolvimento de tecnologia para clínicas médicas, que acaba de lançar uma plataforma de telemedicina, para teleorientação e teleconsulta.

O CEO da startup, Felipe Lourenço, explica que a ferramenta é diferenciada por já nascer integrada ao prontuário da plataforma, o que aumenta a segurança do médico e facilita o experiência.

“Minutos antes da consulta, médico e paciente recebem por e-mail e SMS um link que dá acesso à sala virtual onde acontece o atendimento. O médico conta com duas seções para preenchimento: uma para anotações pessoais do profissional, que são armazenadas diretamente no prontuário, e outra para orientações que são enviadas ao paciente. Além disso, vídeo e áudio poderão ficar armazenados no prontuário iClinic, se o médico desejar. É importante ressaltar que aplicativos para comunicação cotidiana não são adequados para o atendimento médico, pois há falhas graves de segurança, que já estão sendo identificadas por algumas autoridades”.

Digitalizar etapas

Além disso, com o objetivo de digitalizar outras etapas do processo, a iClinic incorporou à sua solução para telemedicina a plataforma digital de receita médica da Memed, líder no mercado em prescrição médica digital. Com isso, o paciente recebe sem custo algum a receita digitalmente em seu celular.

“A pandemia do coronavírus está nos fazendo viver um momento único, impactando diretamente o setor da saúde. Acreditamos que o uso de tecnologia deve ter um papel crucial para fazer a diferença. A Memed, por meio das receitas digitais, ajuda o atendimento médico de pacientes de forma presencial e à distância, que recebem a prescrição diretamente no celular, facilitando a interpretação, a compra dos medicamentos e a adesão ao tratamento, principalmente em um momento de isolamento como este que estamos vivendo”, ressalta o CEO da Memed, Ricardo Moraes.

Facilitação e ajuda

De acordo com o texto do Projeto de Lei, a telemedicina será autorizada para qualquer atividade da área da saúde. O uso de tecnologias de informação e de comunicação, como videoconferências, poderá ser destinado a serviços oferecidos por médicos de diferentes áreas para casos que não sejam de emergência ou que independem de exame físico, além de nutricionistas e psicólogos.

“Antecipamos o lançamento para atender a alta demanda. Muitos médicos de consultórios deixaram de atender em razão da pandemia e do distanciamento social. Além da grande demanda de médicos, também fomos procurados por laboratórios farmacêuticos que querem adquirir assinaturas para distribuir para sua rede de relacionamento ou investir no produto”, complementa o CEO da startup.