COVID e florestas: como evitar novo surto?

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Vírus não surgem do nada ou sem razão. Por isso, a relação entre a COVID e fatores ambientais é cada vez mais forte. Podemos aprender e evitar futuros problemas.

Esta doença nos fez repensar diversas questões. Com efeito, convivemos com gripes e resfriados há muito, muito tempo. Contudo, como a civilização conseguiu achar medicamentos, vacina e também há imunização em taxas altas, não prestamos muitos atenção nestes vírus. 

Resultado: pouco importava de de onde vinham. Mas, ora, e dai? 

É que, a partir de agora, não somente será importante se acostumar com esses pequenos e perigosos seres, mas se antecipar, pois eles poderão ser mais frequentes (e mais letais).

Vírus veio da floresta

A primeira lição já ta relativamente apreendida, pois sabe-se a origem do problema. Sim, os vírus vêm das florestas, dos bosques e dos ambientes selvagens: o agente causador do coronavírus sempre nestes ambientes e foi de lá que veio. 

Nestes habitats estes microorganismos vivem uma relação de equilíbrio com outros seres, e portanto sem muitos problemas. A questão reside quando estes pulam para outros ambientes. 

Em realidade, os estudiosos da área de epidemiologia, biodiversidade e proteção de áreas naturais há dedadas tem alertado: os patógenos, ou microorganismos causadores de doenças graves, podem “saltar  – de animais selvagens – para populações humanas”.

Este salto se dá pela reunião de dois perigosos fatores: desmatamento acima do nível racional, consumo de carnes de animais selvagens. Ambos tem uma mesma razão: a explosão populacional. 

Mas não significa necessariamente que 7 bilhões de pessoas no mesmo planeta geraria tal problema. Há tecnologia disponível para alimentar estas pessoas sem precisar comer cobras, ratos ou morcegos selvagens (hábito comum da região que surgiu o COVID). Também, é possível produção sem abater tantas áreas florestadas. 

Tecnologias

Por esta razão, desde há muito estudos já previam que o COVID estava para acontecer. 

Houve um sinal em 2003 com um vírus parecido, mas que foi controlado. A Coréia do Sul aprendeu com este evento e se preparou, o que explica seus resultados agora. 

O Governo Chinês sabia. Os Estados Unidos sabiam. Por isso que a maioria dos entendidos da matéria diz que tivemos sorte. 

A lição, até aqui, é que há um grande potencial de outras doenças parecidas surgirem, sendo até mesmo piores que o atual. É que  a taxa de mortalidade do coronavírus não é uma das maiores que existem entre vírus letais (por exemplo o do Ebola, um tipo de doença originada na África). 

E, finalmente, temos que limitar o nível de desmatamento, sobretudo nesta regiões onde há este hábito. Fala-se nisso há décadas, e, agora, não somente pela necessidade de proteger a biodiversidade, mas também de se controlar doenças e proteger a população humana. 

Fonte Imagem: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/doencas/febre_do_nilo/febre_do_nilo.htm